domingo, 21 de fevereiro de 2010

Apostila 1º bimestre 3ª série

APOSTILA 1º BIMESTRE DE ARTE 3ª série

Aula 01
Conceitos do Desenho
O desenho é um suporte artístico ligado à produção de obras bidimensionais, diferindo, porém, da pintura e da gravura. Neste sentido, o desenho é encarado tanto como processo quanto como resultado artístico. No primeiro caso, refere-se ao processo pelo qual uma superfície é marcada aplicando-se sobre ela a pressão de uma ferramenta (em geral, um lápis, caneta ou pincel) e movendo-a, de forma a surgirem pontos, linhas e formas planas. O resultado deste processo (a imagem obtida), portanto, também pode ser chamada de desenho. Desta forma, um desenho manifesta-se essencialmente como uma composição bidimensional formada por linhas, pontos e formas.
Modadidades do Desenho
O desenho não é necessariamente sempre um fim em si mesmo, podendo vir a assumir uma função ou caracterizar-se como mediação para outro fim. Entre as várias modalidades possíveis de desenho, incluem-se:
• Desenho geométrico - estudo padronizado e normatizado do desenho em duas dimensões, voltado à representação plana de entes geométricos para a simples exibição ou resolução geométrica de problemas de Matemática.
• Desenho projetivo ou técnico - estudo padronizado e normatizado do desenho em duas dimensões acerca de entes de três dimensões - (representação de elementos tridimensionais em duas dimensões, voltado primordialmente para a exibição em si),
• Desenho arquitetônico - desenho voltado especialmente ao projeto de arquitetura.
• Ilustração - um tipo de desenho que pretende expressar alguma informação, normalmente acompanhado de outras mídias, como o texto.
• Croquis ou esboço- um desenho rápido, normalmente feito à mão sem a ajuda de demais instrumentos que não propriamente os de traçado e o papel, feito com a intenção de discutir determinadas idéias gráficas ou de simplesmente registrá-las. Normalmente são os primeiros desenhos feitos dentro de um processo para se chegar a uma pintura ou ilustração mais detalhada. Os croquis são muito usados por estilistas de moda.
• Modelo vivo- ilustração feita a partir de cópia do natural, tendo-se como tema o corpo ou a situação vivida por um modelo.
Aula 02
A Leitura da Imagem
• É possível ler uma imagem?
• A leitura é uma atividade simbólica.
• Ler uma imagem, então, seria compreendê-la, interpretá-la, descrevê-la, decompô-la e recompô-la para apreendê-la como objeto a conhecer.
Quatro estágios de leitura de imagem
• Descrição – identificar imparcialmente elementos na obra. Ex. linha,cor, forma, etc.
• Análise – procurar discriminar as relações entre os elementos formais. Ex. A verticalidade do gótico tem como objetivo ligar a terra ao céu.
• Interpretação – é organizar as observações de modo significativo... Aquilo que as evidências visuais sugerem ou significam... Conhecer a história é importante para a interpretação. Ex. As pinceladas de Van Gogh expressam sua inquietação psicológica.
• Julgamento – sensações pessoais sobre o que foi estudado.
Aula 03
Design e a Revolução Industrial
http://nautilus.fis.uc.pt (com adaptações).

O Design surgiu durante a revolução industrial devido a necessidade de planejamento e projeto da produção, para criação de modelos e como base para o desenvolvimento em série. Estava claro que a divisão de tarefas permitia acelerar a produção através de uma economia de tempo gasto em cada etapa. Separando os processos de concepção e execução, eliminava-se a necessidade de empregar trabalhadores com um alto grau de capacitação técnica. Em vez de contratar muitos artesãos habilitados, bastava um bom designer para gerar o projeto. Assim, a produção em série a partir de um projeto representava para o fabricante uma economia não somente de tempo, mas também de dinheiro.
ARTS AND CRAFTS
Movimento de Reforma - O movimento de Reforma inglês Arts and Crafts (1850 - 1900) deve-se à ação do artista, poeta e agitador social William Morris. Quando a produção industrial se tornava já um fato consumado, ele sentia nos sinais da época, o domínio do mau gosto, a desumanização progressiva das condições de trabalho e um futuro de poluição ambiental. Esta situação levou-o a defender pela ação política e artística a promoção qualitativa da produção artesanal contra a produção industrial. Morris está considerado como o grande pioneiro da noção moderna de design. Morris - e o movimento Arts and Crafts - não se distraía com meras ornamentações e chamava a atenção para os problemas orgânicos de forma e estrutura.
Design como Programa - Morris é o responsável pela noção de que o design é um instrumento decisivo de melhoria da qualidade de vida, nas suas dimensões: material (pela função prática) e espiritual (pela função estética). Morris colocava a produção artesanal em oposição ao produtivismo industrial, meramente fundado no interesse econômico, cujos produtos, na altura, denotavam um confrangedor mau gosto. A excessiva ornamentação, historicista e sem estilo coerente, dos objetos de manufatura industrial, foi em primeira mão denunciada pelo escritor John Ruskin.
Art Nouveau
Um Proto-Modernismo - O movimento Arts and Crafts exerceu, sem dúvida, uma influência decisiva no continente, no estilo que veio a ser conhecido por Art Nouveau, o qual, seguindo os princípios fundamentais daquele movimento britânico, veio a ser uma tentativa pioneira de encontrar um estilo moderno.

Design Orgânico - A Arte Nova continuou o desenvolvimento do conceito de "orgânico", no design e arquitetura, inspirando-se nas formas naturais. A ornamentação já não era empregue arbitrariamente, como no historicismo, nascia organicamente a partir da construção e da função do objeto. Como características importantes que esta linguagem "moderna" trouxe para a arquitetura e design, saliente-se a exploração da linha fluída, ondulada ou chicotada, a composição assimétrica e, sobretudo, pela elegância das formas dinâmicas, o ritmo visual. A inspiração também buscava-se no celtismo, em certos casos, ou no japonismo, nas tendências que preferiam uma linha geometrizante, como a Escola de Glasgow e a Secessão Vienense.
Belle Époque - O estilo chamava-se art nouveau porque o nome da loja parisiense mais conhecida, especializada na venda de artigos modernos (do estilo), chamava-se "Chez l´Art Nouveau". Com a Escola de Bruxelas de Vitor Horta e Henry van de Velde, nascia o estilo linear ondulado que, igualmente, caracterizaria as Escolas de Paris e de Nancy. Este estilo tinha diversas designações, conforme os países, Art Nouveau em França, Liberty em Inglaterra, Jugendstil na Alemanha, Modernismo na Espanha, Stile Liberty em Itália e Arte Nova em Portugal.
Art Déco
Luxo - A Art Déco refletia um gosto pelo luxo que acompanhou a expansão do poder econômico numa época plena de contrastes como foi a de entre as duas guerras mundiais. O jazz, Hollywood e Coco Chanel são os novos símbolos populares de um certo estilo de vida moderna. A denominação deste estilo, Art Déco, deriva da Exposição das Artes Decorativas de Paris de 1925. Os objetivos do modernismo funcionalista que a Bauhaus e Le Corbusier preconizavam, estão aqui arredados, A Art Déco colocava a sua ênfase no valor decorativo.
Eclectismo - A Art Déco é um novo eclectismo, recolhe influências tanto do classicismo como dos movimentos vanguardistas que por essa altura impressionavam, tais como o cubismo e o futurismo. Os artistas déco punham em moda a estilização geométrica abstrata , as linhas em zig-zag, usavam ritmos lineares verticais para enfatizar a monumentalidade, ritmos lineares horizontais para sugerir dinamismo (do automóvel ou da vida cosmopolita). Combinando todas estas influências com o típico de culturas exóticas filtradas pelos novas mídia (as revistas, o cinema e a rádio), como as reportagens da exploração colonial e arqueológica que davam a conhecer a arte pré-colombiana, a africana, a asiática e a do Antigo Egito. Recorde-se o sucesso que foi a descoberta do túmulo de Tutankamon cuja "maldição" assombrou o imaginário popular.
BAUHAUS
Funcionalismo - Primeiro estabelecida em Weimar no ano de 1919, mudou-se para Dessau em 1925 e acabou em Berlim onde acabou por fechar perseguida pelos nazis, em 1933. Na Bauhaus pontificavam as vanguardas do século XX. Artistas como Kandinsky, Klee, Moholy-Nagy, Mies van der Rohe, entre outros, foram aí professores influentes. Nesta escola trabalhava-se o dispositivo do funcionalismo, expresso no axioma "a forma segue a função". Sem dúvida, uma corrente que marcaria a imagem do século XX.
Walter Gropius - Nos anos da crise alemã do pós-guerra, na República de Weimar, Walter Gropius foi nomeado diretor da antiga escola de van de Velde e reuniu as escolas de Belas-Artes e a das Artes Aplicadas. Gropius via na experimentação artesanal e artística os instrumentos de pesquisa, ensino e aprendizagem ideais para criar um novo design, dirigindo o projeto para a produção em série. As tecnologias industriais vocacionadas para a produção em massa efetivariam uma eficaz democratização do design. Esta era a convicção de Gropius.
Laboratório - A Bauhaus procurava uma síntese das vanguardas artísticas que revolucionavam a arte moderna. Foi o movimento Dada, com as suas propostas conceptuais anarquizantes de "anti-arte" que enfatizavam as experiências com os grafismos e os materiais; o futurismo de Marinetti que fazia o mesmo mas cantando a velocidade e a maquinaria da civilização moderna, propondo um "homem anti-romântico"; o construtivismo russo que adaptava as teses futuristas, reconhecendo novas possibilidades estéticas no uso das novas tecnologias, vendo na Máquina um instrumento de libertação ao serviço da construção do "novo homem" do futuro comunista e ainda as tendências abstracionistas ou neo-plásticas do movimento holandês De Stijl.
Olhar do Design Contemporâneo
Ergonomia - A ergonomia (do grego "ergon": trabalho; e "nomos": leis) estuda as interações entre os utilizadores e objetos, sistemas e ambientes, estudo desenvolvido com o auxílio da antropometria. A ergonomia envolve fatores anatômicos, fisiológicos e psicológicos, considera o comportamento humano, as suas capacidades e limitações. Com estes estudos a ergonomia proporciona um design de soluções para um melhor desempenho, mais seguras e mais amigáveis para o utilizador. A ergonomia acrescenta ao trabalho, eficiência, mais produtividade e maior conforto.
Ergonomia e Segurança - A segurança é um fenômeno relativamente recente dentro da história do design industrial. O homem que mais se bateu por este aspecto foi o americano defensor do consumidor Ralph Nader, que levou a tribunal a General Motors, que na altura gastava 700 dólares em styling e 23 cêntimos em segurança com o seu automóvel Chevrolet Corvair. O fabricante sueco Volvo foi quem mais desenvolveu dispositivos de segurança para os seus automóveis. Noutra esfera de produtos, outro exemplo, são os brinquedos, cujo fabrico tem que estar de acordo com Diretivas Européias.
Limites do Crescimento Econômico - Com a crise do petróleo de 1973, a sociedade ocidental despertou para os limites do crescimento econômico, e o bom senso apelou para a urgência de um crescimento sustentado, assunto que o sistema capitalista não gosta muito de ouvir falar, tendo sido uma árdua luta sensibilizar a consciência dos responsáveis econômicos para os problemas ecológicos ou ambientais que derivam da atividade industrial.
Design Ambiental - Ou o Green Design. O mais famoso pioneiro foi o norte-americano Richard Buckminster Fuller que nos anos 1920, definiu uma «ciência de design» capaz de conceber «o máximo com o mínimo». Contra a civilização do desperdício, Vitor Papanek, autor de "Design for a Real World" (1971) e de "Arquitetura e Design" (1995) foi quem primeiro estabeleceu a relação entre design e consciência ecológica.
Ciclo de Vida do Produto - Contra a prática da obsolescência planeada, o design ambiental tem em conta o ciclo de vida do produto, o ciclo que vai desde a matéria-prima até à deposição do produto numa lixeira, considerando-se o impacto ecológico de todo este processo. Aumentar a durabilidade de um produto minimiza o desperdício e o consumo de energia. Por outro lado, a recuperação de componentes e a reciclagem pode efectivamente minimizar danos ambientais, mas também pode favorecer a perpetuação de uma cultura do descartável.
Carro elétrico
Ecodesign - Um bom produto de design cuida dos recursos naturais e do ambiente. Os consumidores tornaram-se cada vez mais sensíveis aos problemas ambientais e mostram-se cada vez mais incomodados com produtos que são ecologicamente perigosos. As toneladas de papel branqueado com cloro, as tintas tóxicas, e tanto lixo derivado dos materiais e processos de produção, são da responsabilidade dos produtores e também dos designers. O design deve demonstrar consciência social e ambiental.
Aula 04
Vanguardas Artísticas do Início do século XX
O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque.
O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.
O movimento cubista evoluiu constantemente em três fases:
• Fase cezannista ou cezaniana entre 1907 e 1909 -
• Fase analítica ou hermética entre 1909 a 1912 - que se caracterizava pela desestruturação da obra, pela decomposição de suas partes constitutivas;
• Fase sintética (contendo a experimentação das colagens) - foi uma reação ao cubismo analítico, que tentava tornar as figuras novamente reconhecíveis, como colando pequenos pedaços de jornal e letras.
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.
Principais características:
* geometrização das formas e volumes;
* renúncia à perspectiva;
* o claro-escuro perde sua função;
* representação do volume colorido sobre superfícies planas;
* sensação de pintura escultórica;
* cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
Arte Abstrata
A arte abstrata ou abstracionismo é geralmente entendido como uma forma de arte (especialmente nas artes visuais) que não representa objetos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, usa as relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". Surge a partir das experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte. A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.
No início do século XX, antes que os artistas atingissem a abstração absoluta, o termo também foi usado para se referir a escolas como o cubismo e o futurismo que, ainda que fossem representativas e figurativas, buscavam sintetizar os elementos da realidade natural, resultando em obras que fugiam à simples imitação daquilo que era "concreto".
O abstracionismo divide-se em duas tendências:
• Abstracionismo lírico
• Abstracionismo geométrico
Nas artes, o Abstracionismo lírico ou abstracionismo expressivo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma "necessidade interior"; tendo sido influenciado pelo expressionismo, mais propriamente no Der Blaue Reiter. Aparece como reação às grandes revoluções do século XX, nomeadamente a Primeira Guerra Mundial.
O jogo de formas orgânicas e as cores vibrantes eram bem patentes; mas também a linha de contorno sobressaía nesta arte nitidamente não figurativa.
Procurava uma aproximação à música, onde a expressividade dos sons se transformava em linguagem artística. É desta forma que o abstracionismo lírico pretende igualar ou mesmo superar a música, transformando manchas de cor e linhas em ideias e simbolismos subjetivos.
O Abstracionismo geométrico, ao contrário do Abstracionismo lírico, foca-se na racionalização que depende da análise intelectual e científica. Foi influenciado pelo Cubismo e pelo Futurismo. O Abstracionismo Geométrico divide-se em duas correntes:
• Suprematismo na Rússia
• Neoplasticismo na Holanda
Futurismo
O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas.
Características
A pintura futurista foi explicitada pelo cubismo e pela abstração, mas o uso de cores vivas e contrastes e a sobreposição das imagens pretendia dar a ideia de dinâmica, deformação e não- materialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. Para os artistas do futurismo os objetos não se concluem no contorno aparente e os seus aspectos interpenetram-se continuamente a um só tempo. Procura-se neste estilo expressar o movimento atual, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.
Dadaísmo
O movimento Dadá (Dada) ou Dadaísmo foi uma vanguarda moderna iniciada em Zurique, em 1916, no chamado Cabaret Voltaire, por um grupo de escritores e artistas plásticos, dois deles desertores do serviço militar alemão e que era liderado por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp.
Embora a palavra dada em francês signifique cavalo de brinquedo, sua utilização marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na língua de um bebê). Para reforçar esta idéia foi criado o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, abrindo-se uma página de um dicionário e inserindo-se um estilete sobre a mesma. Isso foi feito para simbolizar o caráter anti-racional do movimento, claramente contrário à Primeira Guerra Mundial. Em poucos anos, o movimento alcançou, além de Zurique, as cidades de Barcelona, Berlim, Colônia, Hanôver, Nova York e Paris.
Características
O Dadaísmo é caracterizado pela oposição a qualquer tipo de equilíbrio, pela combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, pelo ceticismo absoluto e improvisação. Enfatizou o ilógico e o absurdo. Entretanto, apesar da aparente falta de sentido, o movimento protestava contra a loucura da guerra. Assim, sua principal estratégia era mesmo denunciar e escandalizar.
A princípio, o movimento não envolveu uma estética específica, mas talvez as formas principais da expressão dadá tenham sido o poema aleatório e o ready made. Sua tendência extravagante e baseada no acaso serviu de base para o surgimento de inúmeros outros movimentos artísticos do século XX, entre eles o Surrealismo, a Arte Conceitual, a Pop Art e o Expressionismo Abstrato.
É niilista (falta de sentimentos baseada na análise racional),arte experimentalista, espontâneo, trabalham com o acaso, fazem montagens de imagem, junção entre diferentes formas de expressão, incorpora objetos, sons e imagens do cotidiano nas suas obras. Abrange as áreas das artes plásticas, fotografia, música, teatro, etc.
Surrealismo
O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primariamente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente, expandido para outros países. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Seus representantes mais conhecidos são Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí no campo das artes plásticas, André Breton na literatura e Luis Buñuel no cinema.
Características:
As características deste estilo: uma combinação do representativo, do abstrato, e do psicológico. Segundo os surrealistas, a arte deve se libertar das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, expressando o inconsciente e os sonhos. O principal teórico e líder do movimento é o poeta, escritor e crítico francês André Breton (1896-1966), que em 1924 publica o primeiro Manifesto Surrealista.
No manifesto e nos textos escritos posteriores, os surrealistas rejeitam a chamada ditadura da razão e os valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra. Humor, sonho e a contra lógica são recursos a serem utilizados para libertar o homem da existência utilitária. Segundo a nova ordem, as idéias de bom gosto e decoro devem ser subvertidas. Neste sentido, o Surrealismo aproximava-se daquelas que eram chamadas de vanguardas positivas, como o neoplasticismo e a Bauhaus, chegando inclusive a dialogar com o movimento comunista. No entanto, pela sua proposta estética, está mais próximo das vanguardas negativas, como o supracitado dadá, de onde surgiu parcialmente.
Uma das principais idéias trabalhadas pelos surrealistas é a da escrita automática, segundo a qual o impulso criativo artístico se dá através do fluxo de consciência despejado sobre a obra. Ainda segundo esta idéia, a arte não é produto de gênios, mas de cidadãos comuns.

Nenhum comentário:

Postar um comentário